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A Loucura de Ser Enfermeira... Mãe, Mulher, e Humana!!!

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Gravidez & Factor Rh

ALGUÉM GRÁVIDO POR AI?

 

Há pouco tempo li que quem tem Factor Rh negativo é extraterreste, e entao lembrei-me da importância de partilhar informação do Factor Rh na gravidez com o mundo! Pois não é nada do outro mundo, mas nada como se estar informado. Pode ser que seja importante para alguém. :)

 

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O QUE É O FACTOR RH???

Os glóbulos vermelhos têm na sua superficie uma proteína (entre outras) que caracteriza o factor RhD.

As  pessoas que apresentam esta proteína são Rh positivas e as pessoas que não a apresentam são Rh negativas.

O factor Rh é também conhecido como factor D.

 

EU SOU Rh  NEGATIVA.

QUAL O SIGNIFICADO PARA MIM E PARA O MEU BEBÉ?

O seu bebé pode herdar o factor Rh do pai ou da mãe. Isto significa que o seu bebé e você podem ter tipos de sangue e/ou Rh diferentes.

Se o seu bebé for Rh positivo pode acontecer que durante a gravidez ou mesmo durante o parto algumas destas células entrem em contacto com o seu sangue. Quando isso acontece, o Sistema de defesa materno (Sistema Imunitário) não reconhece essas células, produzindo uma reação para eliminá-las, considerando-as “estranhas” (produção de anticorpos).

Estes anticorpos aparecem tardiamente durante a primeira gravidez, mas como ficam memorizados aparecem muito rapidamente em gravidezes posteriores, podendo prejudicar o seu bebé, mas nunca a si.

 

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COMO EVITAR?

 Actualmente existem medicamentos, Imunogloubulinas anti-D, que evitam que estes anticorpos apareçam e fiquem memorizados.

 

O QUE SÃO E COMO FUNCIONAM AS IMUNOGLOBULINAS ANTI-D?

É administrada uma Imunoglobulina anti-D. Este medicamento é preparado a partir de plasma de dadores selecionados de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, através de processos tecnológicos muito sofisticados que garantem uma elevada qualidade e segurança do medicamento. Contudo o potencial risco de transmissão de virus em produtos derivados do sangue não pode ser totalmente excluído. Os métodos usados atualmente são eficazes, nomeadamente, na destruição dos virus das hepatites B e C e HIV.

 

ESTE MEDICAMENTO EVITA O APARECIMENTO DE ANTICORPOS ANTI-D NA MÃE. QUANDO DEVE SER ADMINISTRADO?

Actualmente propõe-se a sua administração à 28ª semana de gravidez para diminuir o risco de ocorrência de doença fetal. Esta profilaxia deve ser repetida em todas as gravidezes.

Se o seu bebé for Rh positivo deve receber uma dose até 3 dias após o parto. Deve também ser administrada sempre que houver probabilidade de desenvolver anticorpos, como por exemplo, aborto, hemorragia, amniocentese ou outro procedimento invasivo durante a gravidez.

 

COMO DEVE SER ADMINISTRADO?

A Imunoglobulina anti-D é injetada no músculo do braço ou da nádega.  Em certas circunstâncias o médico pode preferir que lhe seja admnistrado numa veia. Em ambos os casos a injeção é rápida e não dolorosa.

 

QUAIS AS REAÇÕES INDESEJÁVEIS?

Pessoas mais sensíveis podem apresentar dor suave e transitória no local da injeção.

 

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS PARA MIM E PARA O MEU BEBÉ DE NÃO RECEBER A IMUNOGLOBULINA ANTI-D?

O aparecimento destes anticorpos na mãe grávida, de bebé Rh positivo, não têm qualquer consequência para a mãe. Os anticorpos vão apenas atacar e destruir as células vermelhas (onde está o factor Rh) do bebé.

Esta destruição ocasiona anemia no bebé que pode ser muito grave e o tratamento será tanto mais difícil quanto maior a gravidade desta destruição.

Após a passagem de anticorpos anti-D para a circulação fetal, existe uma fixação destes nos eritrócitos maduros (células vermelhas), provocando hemólise(destruição das células). Se esta for prolongada surge uma anemia grave no feto, o que estimula a produção de eritropoietina fetal, e consequentemente a eritropoiese medular e extramedular (fígado, baço, medula óssea). Nos casos mais graves, a eritropoiese aumentada a nível hepático, leva à distensão do parênquima, insuficiência hepática, hipoalbuminemia e por fim hidropisia fetal.

 

A hidropsia fetal é caracterizada por edema fetal, onde se acumulam quantidades anormais de líquido em duas ou mais áreas do feto. A Hidropsia fetal pode ocorrer no abdômen, abaixo da pele, no espaço em torno dos pulmões ou no pericárdio. Com esta complicação, muitas vezes, pode ocorrer um aborto, por uma falha parcial do coração do feto que, em seguida, provoca o edema.

Durante a destruição dos eritócitos, existe uma reação, que produz bilirrubina, que posteriormente, após o nascimento, devido à imaturidade hepática do recém-nascido, vai existir uma acumulação de bilirrubina, surgindo icterícia (recém-nascido fica com coloração amarela), que pode ser pouco grave ou muito grave, podendo ter necessidade de transfusões sanguíneas, e pode levar a lesões cerebrais, como a paralisia cerebral e também a surdez.

 

 

 

 

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Doença hemolitíca do recém nascido: Ocorre quando o sangue de uma criança Rh+ entra em contacto com o da mãe Rh– no momento do parto.  Antes isso não acontece, pois a placenta não permite o contacto sanguineo entre mãe e filho. Portanto só ocorre na segunda gestação.

 

Para fazer a Imunoglobulina anti-D deve:

Dirigir-se ao seu Centro de Saúde ou Hospital, com pelo menos 4 semanas de antecedência, para efectuar o pedido da Imunoglobulina.

Deve trazer o resultado analítico do teste de coombs, que deve ser pedido anteriormente pelo seu médico e que deve ser feito às 26 semanas.

 

ONDE POSSO RECEBER MAIS INFORMAÇÃO?

Os médicos, e enfermeiros que acompanham a sua gravidez terão todo o interesse em lhe fornecer informação mais detalhada, assim como responder às suas perguntas sobre o factor Rh e as suas implicações.

Qualquer dúvida contacte o seu enfermeiro, médico de família, e/ou obstetra.

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Tenha uma gravidez saudável e feliz :)