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A Loucura de Ser Enfermeira... Mãe, Mulher, e Humana!!!

A Loucura de Ser Enfermeira... Mãe, Mulher, e Humana!!!

Desabafo de uma mãe que é enfermeira por turnos!!!

Encontrei o texto que postei em Inglês em baixo, por acaso... mas é tão real para mim, que poderia ter sido eu a escrever. 

Ser enfermeira é um orgulho enorme, por aquilo que proporcionamos na vida dos outros. Mas para estarmos(nós enfermeiras que trabalhamos por turnos) tão presentes na vida dos outros, não conseguimos estar tão presentes na vida dos nossos, e sobretudo dos nossos filhos. 

É um sentimento que só quem vive o ser enfermeira por turnos irá entender. Dói, dói muito. Mas temos que parecer fortes, e quanto mais fortes tentamos parecer, também parecemos aos olhos dos outros desinteressadas, más mães... aos olhos dos outros e dos nossos filhos. 

Fui eu que escolhi ser enfermeira, sim. E quando me queixo, oiço muitas vezes isto. Que bom. 

Ser enfermeira por turnos, e nas condições que todos trabalhamos hoje em dia, é completamente desumano. E eu que pensava que tinha escolhido uma profissão humanista. Escolhi. Os outros é que não entendem o que é viver sendo enfermeira por turnos. Não vivem isso, é compreensível. Por isso a enfermagem não é desumanista, apenas é tratada como tal pelos outros. São poucos os que reconhecem, valorizam, e respeitam a nossa profissão, muito poucos. Os governantes e as instituições são os primeiros a tratarem-nos mal, depois vêm a sociedade, os amigos, a familia. Não conhecem, não entendem, não enxergam. Compreendo, porque não vivem a nossa realidade. Engraçado, nós compreendemos o facto de não compreenderem, principalmente aqueles que nos são chegados, e a sociedade porque não tem um sistema de saúde saudável, e quem dá a cara, são os profissionais de saúde. Mas, não se fazem omeletes sem ovos, acho eu. Mas eu compreendo.

Frustrada, cansada, triste, revoltada... todos os dias. Mas adoro ser enfermeira.

Mas também sou mãe. Já me sentia assim, antes de ser mãe, pelas condições que temos para trabalhar e pela falta de respeito. Mas depois de ser mãe custa muito mais. Se me perguntarem, se pudesse ter escolhido outra profissão, se escolheria, a minha resposta é, Claro que sim. Sem qualquer dúvida. Escolheria uma profissão que me respeitassem, enquanto profissional, enquanto pessoa, enquanto mulher, enquanto mãe. E não trabalharia por turnos. Nunca gostei, sinto-me mal, desorganiza-me, mas não tenho escolha. Sempre custou, mas depois de ser mãe, não só custa, como é uma violência. Pelo menos para mim é. Pois gostava de estar mais presente na vida do meu filho, ir levá-lo à escola, ir buscá-lo. Brincar mais vezes com ele, comer com ele. Criar rotinas, que são tão importantes no desenvolvimento de uma criança. Não estar tão cansada tantas vezes, sem a disponibilidade que queria ter. E a verdade é que isto é visível. O pai sempre teve horário normal, e é ele que sempre faz as coisas normais, que deveriam fazer os dois. E, por esse motivo o filho escolhe mais o pai, quer sempre o pai, e está sempre a perguntar se a mãe vai trabalhar. - "Dá-me um beijinho (digo eu para o meu filho), ao qual ele responde: -" a mãe vai trabalhar?". Pois, dar beijinho, muitas vezes é sinal de eu ir embora trabalhar. Dói, doi muito. Não considero que o pai, seja um super pai, apenas é pai, com o papel de cuidar de uma criança. Claro que ser pai sozinho custa, é a casa, é o filho, e é o cão. Mas hoje em dia, quantas mulheres, e homens, mas sobretudo mulheres não são mães solteiras, com todas essas obrigações. A mulher não fica em casa a cuidar dos filhos e da casa apenas. É a realidade dos nossos dias. A mulher também sai para trabalhar. Logo, o papel de pai e mãe, são iguais, e não há super-heróis. Há pais, e mães. É muito cansativo. E eu trabalhando por turnos, e ainda a fazer um curso de especialidade, em que também tenho que estagiar, penso tantas vezes em contratar alguém para as limpezas cá de casa. O problema é que o preço/hora de um serviço desses, é superior ao meu preço/hora no trabalho. Pois, tem mais esse senão. Somos remunerados injustamente, achamos nós enfermeiros, mas só nós mesmo é que achamos. Mas eu escolhi ser enfermeira. 

É tão bom ser enfermeiro. É, muito gratificante por vezes. 

Este ano tive a sorte de não trabalhar no Natal. Fiz apenas noite de 23 para 24, e tive o Natal todo em casa. Quase que não acreditei. Mas claro, que agora tenho que lá passar a passagem de ano. Entro normalmente às 23h e saio às 8h30, no turno da noite. Nestes dias festivos vamos mais cedo para render o colega da tarde, para poder aproveitar um pouco mais a noite de passagem de ano, já que a nossa será lá mesmo. Mas ser enfermeira por turnos, tem destas coisas, e como tem destas coisas, este ano entro as 20h. Infelizmente por infortúnio pessoal de uma colega, que certamente preferia até estar a trabalhar. Mas ser enfermeira é isto. Já não bastava ser má mãe, má mulher, má familiar, má amiga, por não passar a noite com os meus, que também não passo o jantar. Ser enfermeira é isto, mas só quem realmente vive entende, e eu compreendo, mas fui eu que escolhi, eu sei. 

Tantas mães enfermeiras que certamente vivem o mesmo. 

 

Aqui vai o texto: 

 

 Nurse's Children

 

To my beautiful children,

When I first entered onto this path, I knew that it was right. I also knew that there would be sacrifices. For me, for my partner, but also for my children- and you little ones are what I probably failed to consider the most at the age of 18.

Now, I wonder if you ever resent me; if you wish I had a job like the other mums?

Where is the line between what I sacrifice, and what you need to sacrifice in turn? Sacrificing school pick-ups and drop-offs, family dinners, and me cheering from the sideline when you score a goal. That wasn’t your choice.

It breaks my heart to count the times you would have wanted me somewhere- at your concert, at your presentation day, to read you your favourite book before bed. Every day is the most important day of your life, and I am sorry you have had to experience so many of them without me by your side. Trust me when I say I wish I were there, just as much as you wish I was. My memories of those days will only be the stories and tales you share with me; and it pains me to think of the times you would have questioned if my patients mean more to me than you. Never. For the times when you doubt this, I am eternally sorry.

When I am home; I know you wish I didn’t have a job that left me utterly exhausted, emotionally and physically. You are the best part of my day, everyday, and I just wish there was more of me left at the end of a shift to show you this. In the space of a single shift I may have helped other families, other husbands, and other children welcome and farewell loved ones in their lives. I have been a part of so many incredibly special moments, yet know I have missed so many of yours.

The holes in family photos, I know, I should have been there. Sometimes we would do some ‘creative calendar’ work, and move around dates and events to suit our family, but it’s not always the same. You want to open presents at the same time your friends are. I promise that every patient I cared for, I was thinking of you. Days when you were sick and all you wanted was your mum, I would cry on my way to work (and even at work), unable to get my shift covered to stay home and cradle you. My patients needed me, though I know you did too.

You do not know the people that I spend my days with. The other nurses, the doctors, the patients- many of their lives are private. Private because I need to keep my patients medical care confidential, and private because sometimes their stories are too sad to tell. How would you process the death of another child, or of a parent? You have greater empathy than you know and because I am crying behind closed doors, you do not need to feel that pain also. It’s easier to separate ‘work’ and ‘you’ sometimes. My emotional distance is a coping mechanism, and not because I do not want to share with you. Simply, I can’t.

As you grow older, I hope that you can understand why I chose this job. Perhaps you yourself will become a nurse, and realise the power that it holds and the blessings it delivers. I am so incredibly proud of you. Living within a choice I made as a teenager, that you had no alternate but to accommodate me. I want you to know that your sadness is not unseen, and the unconditional love I feel from you, when I know I’m letting you down, is reciprocated from me to you one thousand times stronger.

I could not be prouder of the strength you show, and that my children, are ‘nurse’s children’. I just hope that one day, if not now, you will know fully that my life is you; not my job.

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http://thefootnotes.com.au/a-nurses-letter-to-her-children/?utm_content=bufferbc84d&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Humanismo= ser humano ?!?! Corrupção=ser humano?!?!

Quando sou confrontada com esta realidade, fico completamente confusa. Como é isto possível em 2016?!? Com tanta "evolução", tantas descobertas, tanta perda de tempo com coisas fúteis, faz-nos pensar, que as necessidades básicas do mundo estão mais que satisfeitas, uma vez que há tanta preocupação com outras coisas materiais, e muitas desnecessárias e completamente "estúpidas". 

Só sinto revolta, raiva, o sangue ferve a ver isto, e ainda ferve mais, quando sentimos a impotência de não puder mudar alguma coisa.

Tanta gente a falar em evolução, mas o que vejo, olhando para tràs na história é uma continuação, da repetição dos mesmos episódios. Muda a capa, mas a história é a mesma. Quem tem o poder é quem destroi, e quem sofre as consequências são sempre os mesmos. E mesmo havendo de vez em quando um Robin Hood, na tentativa de mudar alguma coisa, depois acontece o que tem acontecido por toda a história deste mundo de gente burra, são presos, são mortos, são CULPADOS!!! 

É tão absurdo, que me baralha e me faz questionar que doença este mundo têm?!? Como é possível?!? 

Completamente desiludida, e quase sem palavras. Pois, por mais que se pense, que se reflicta, que se debata, que se estude, que se tente encontrar soluções, e caminhos certos, enquanto for o DINHEIRO e a BURRICE a ter o PODER, nada mudará...

Como não há uma solução radical para curar este mundo doente, mas também não acredito em comodismos e no não fazer nada porque não está ao nosso alcance, acredito que todos nós, nos nossos meios, devemos continuar a perpetuar o AMOR, a dar e a contribuir com as nossas pequenas ações, num caminho de promoção da saúde, de prevenção da doença, e de prevenção de complicações quando a doença já existe, do nosso pequeno mundo. Não conseguimos mudar o mundo sozinhos, mas conseguimos fazer grandes diferenças, no pequeno mundo onde vivemos, seja em casa, com a familia, com os amigos, no trabalho, na nossa sociedade... Pois o pior que podemos fazer ao depararmo-nos com esta realidade é deixarmo-nos infectar por essa doença. 

 

Gravidez & Factor Rh

ALGUÉM GRÁVIDO POR AI?

 

Há pouco tempo li que quem tem Factor Rh negativo é extraterreste, e entao lembrei-me da importância de partilhar informação do Factor Rh na gravidez com o mundo! Pois não é nada do outro mundo, mas nada como se estar informado. Pode ser que seja importante para alguém. :)

 

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O QUE É O FACTOR RH???

Os glóbulos vermelhos têm na sua superficie uma proteína (entre outras) que caracteriza o factor RhD.

As  pessoas que apresentam esta proteína são Rh positivas e as pessoas que não a apresentam são Rh negativas.

O factor Rh é também conhecido como factor D.

 

EU SOU Rh  NEGATIVA.

QUAL O SIGNIFICADO PARA MIM E PARA O MEU BEBÉ?

O seu bebé pode herdar o factor Rh do pai ou da mãe. Isto significa que o seu bebé e você podem ter tipos de sangue e/ou Rh diferentes.

Se o seu bebé for Rh positivo pode acontecer que durante a gravidez ou mesmo durante o parto algumas destas células entrem em contacto com o seu sangue. Quando isso acontece, o Sistema de defesa materno (Sistema Imunitário) não reconhece essas células, produzindo uma reação para eliminá-las, considerando-as “estranhas” (produção de anticorpos).

Estes anticorpos aparecem tardiamente durante a primeira gravidez, mas como ficam memorizados aparecem muito rapidamente em gravidezes posteriores, podendo prejudicar o seu bebé, mas nunca a si.

 

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COMO EVITAR?

 Actualmente existem medicamentos, Imunogloubulinas anti-D, que evitam que estes anticorpos apareçam e fiquem memorizados.

 

O QUE SÃO E COMO FUNCIONAM AS IMUNOGLOBULINAS ANTI-D?

É administrada uma Imunoglobulina anti-D. Este medicamento é preparado a partir de plasma de dadores selecionados de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, através de processos tecnológicos muito sofisticados que garantem uma elevada qualidade e segurança do medicamento. Contudo o potencial risco de transmissão de virus em produtos derivados do sangue não pode ser totalmente excluído. Os métodos usados atualmente são eficazes, nomeadamente, na destruição dos virus das hepatites B e C e HIV.

 

ESTE MEDICAMENTO EVITA O APARECIMENTO DE ANTICORPOS ANTI-D NA MÃE. QUANDO DEVE SER ADMINISTRADO?

Actualmente propõe-se a sua administração à 28ª semana de gravidez para diminuir o risco de ocorrência de doença fetal. Esta profilaxia deve ser repetida em todas as gravidezes.

Se o seu bebé for Rh positivo deve receber uma dose até 3 dias após o parto. Deve também ser administrada sempre que houver probabilidade de desenvolver anticorpos, como por exemplo, aborto, hemorragia, amniocentese ou outro procedimento invasivo durante a gravidez.

 

COMO DEVE SER ADMINISTRADO?

A Imunoglobulina anti-D é injetada no músculo do braço ou da nádega.  Em certas circunstâncias o médico pode preferir que lhe seja admnistrado numa veia. Em ambos os casos a injeção é rápida e não dolorosa.

 

QUAIS AS REAÇÕES INDESEJÁVEIS?

Pessoas mais sensíveis podem apresentar dor suave e transitória no local da injeção.

 

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS PARA MIM E PARA O MEU BEBÉ DE NÃO RECEBER A IMUNOGLOBULINA ANTI-D?

O aparecimento destes anticorpos na mãe grávida, de bebé Rh positivo, não têm qualquer consequência para a mãe. Os anticorpos vão apenas atacar e destruir as células vermelhas (onde está o factor Rh) do bebé.

Esta destruição ocasiona anemia no bebé que pode ser muito grave e o tratamento será tanto mais difícil quanto maior a gravidade desta destruição.

Após a passagem de anticorpos anti-D para a circulação fetal, existe uma fixação destes nos eritrócitos maduros (células vermelhas), provocando hemólise(destruição das células). Se esta for prolongada surge uma anemia grave no feto, o que estimula a produção de eritropoietina fetal, e consequentemente a eritropoiese medular e extramedular (fígado, baço, medula óssea). Nos casos mais graves, a eritropoiese aumentada a nível hepático, leva à distensão do parênquima, insuficiência hepática, hipoalbuminemia e por fim hidropisia fetal.

 

A hidropsia fetal é caracterizada por edema fetal, onde se acumulam quantidades anormais de líquido em duas ou mais áreas do feto. A Hidropsia fetal pode ocorrer no abdômen, abaixo da pele, no espaço em torno dos pulmões ou no pericárdio. Com esta complicação, muitas vezes, pode ocorrer um aborto, por uma falha parcial do coração do feto que, em seguida, provoca o edema.

Durante a destruição dos eritócitos, existe uma reação, que produz bilirrubina, que posteriormente, após o nascimento, devido à imaturidade hepática do recém-nascido, vai existir uma acumulação de bilirrubina, surgindo icterícia (recém-nascido fica com coloração amarela), que pode ser pouco grave ou muito grave, podendo ter necessidade de transfusões sanguíneas, e pode levar a lesões cerebrais, como a paralisia cerebral e também a surdez.

 

 

 

 

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Doença hemolitíca do recém nascido: Ocorre quando o sangue de uma criança Rh+ entra em contacto com o da mãe Rh– no momento do parto.  Antes isso não acontece, pois a placenta não permite o contacto sanguineo entre mãe e filho. Portanto só ocorre na segunda gestação.

 

Para fazer a Imunoglobulina anti-D deve:

Dirigir-se ao seu Centro de Saúde ou Hospital, com pelo menos 4 semanas de antecedência, para efectuar o pedido da Imunoglobulina.

Deve trazer o resultado analítico do teste de coombs, que deve ser pedido anteriormente pelo seu médico e que deve ser feito às 26 semanas.

 

ONDE POSSO RECEBER MAIS INFORMAÇÃO?

Os médicos, e enfermeiros que acompanham a sua gravidez terão todo o interesse em lhe fornecer informação mais detalhada, assim como responder às suas perguntas sobre o factor Rh e as suas implicações.

Qualquer dúvida contacte o seu enfermeiro, médico de família, e/ou obstetra.

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Tenha uma gravidez saudável e feliz :) 

 

 

 

 

Boas Festas!! 🎄🎅🤶🎁✨🎊🎉🏨

Um Bem Haja a todos os colegas que deixam de estar com as suas famílias para cuidar de outras famílias!!! Entregando-se de corpo e alma, com o coração cheio, mas dorido de estar longe dos seus, e ainda por cima, sem reconhecimento das instituições que representam, sem o agradecimento devido, sem valorização, e nem vale a pena falar de remuneração. Pois não há dinheiro que pague isto. E os enfermeiros nem pagos são como licenciados normais, quanto mais pagar devidamente nestas épocas. É triste, mas é a realidade, de um país de ilusões! Fica o agradecimento enorme de puder estar presente e ajudar e cuidar dos outros! O reconhecimento de alguns pelo nosso trabalho! O carinho e o humanismo de alguns! Porque ainda há uns humanos por aí...poucos, mas ainda existem!!! Não estive no Natal... mas estarei na passagem de ano!!! Obrigado colegas!!! 🙏❤✨🏨💉👩‍⚕️

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🙌❤

Saber aprender a ser melhor Humana com outras culturas

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O ter vivido noutro país revelou-se uma aventura extraordinária. No início assustador, e mais um misto de sensações, emoções, e confusões mentais interessantes de analisar no pós-experiência. Será outro post interessante de abraçar. Ontem num final de dia estonteante, após um turno da noite, seguido de um dia de estágio(o último dia, mas não o fim do curso da especialidade ainda 😩), fui às compras. Na secção dos chás (sim, porque com tantos turnos da noite ultimamente, o Stock de chás está-se a acabar), na busca de chás diferentes para levar, os meus olhos encontram o chá inglês( não sei se por acaso ou não 🤔 Porque acho que tudo acontece por alguma razão 🤓😎). Esse encontro levou a minha memória ao encontro das minhas vivências em Inglaterra. E a caixinha do chá veio para o meu carrinho. Ao chegar a casa, com o arrumar das compras, o cansaço inerente aos turnos e estágios, colocaram no esquecimento o chá Inglês. Hoje de manhã, ao abrir a prateleira, novamente o encontro se dá, da mesma forma, com a mesma intensidade de sentimentos e mistério. Ao fazer o chá, a minha memória viajou até Inglaterra novamente, e às experiências que vivi. Este chá fez-me refletir na cultura Inglesa. Quando se conhece uma nova cultura, conhece-se tudo. O bom e o mau. E aprendemos com ambos, e ainda bem. A experiência do chá remete-me para o bom. As experiências que tive e aquelas em que o chá esteve presente foram imensas, e muitas fizeram parte do meu dia-a-dia. Engraçado que agora, a olhar para trás é que se consegue ver com a clareza a sua importância. Não que não tivesse saboreado a importância do chá nesses momentos. Porque sem dúvida que os saboreei e por esse motivo lhe dou tanta importância para a minha vida. O chá acompanhou-me no caminho até ao hospital para me aquecer nos dias frios. O chá foi me presenteado pelos colegas ( enfermeiros, auxiliares, médicos, chefes) em momentos de cansaço, de alegria, de sorrisos, de companheirismo, de agradecimento, de reconhecimento, de respeito, de calor humano, durante o trabalho. Ao observar o papel do chá, em tantos momentos, convívio, trabalho, e tantos outros, faz-me refletir para a importância do respeito pelo outro, do agradecimento, do reconhecimento, da valorização, da importância dos pequenos pormenores( os pequenos pormenores são das coisas mais importantes para uma vida feliz, e são tão esquecidos), do acalentar o coração, do Amor Humano. Podia ser apenas mais um chá, mas é tão grande a sua importância para os seres Humanos, para continuarem a ser Humanos(e felizes), que não é um chá qualquer. É tão bom conhecer outras culturas e trazer para a nossa vida , aquilo que essas culturas têm de melhor!! #aimportânciadospormenores #aimportânciadoagradecimento #aimportânciadavalorizaçao #aimportânciadoreconhecimento #aimportânciadeaquecerocoraçao #estaserhumanaaprendeu #saberaprenderéumavirtude #amatarsaudades #thankspeopleofenglandforthis 👌🙏❤

"Os enfermeiros portugueses não estão apenas onde não está mais ninguém. Eles estão, tantas vezes, onde ninguém quer estar"

http://revistacuida.ordemenfermeiros.pt/tanta-luz/

 

Ana Rita Cavaco

 

Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

 
 
 

"Tanta Luz

 

Obrigada Catarina, Céu e António. Obrigada por transformarem o medo em esperança e o susto em tranquilidade. Não podia começar este editorial sem este profundo agradecimento. Dir-me-ão que não fazem mais do que aquilo que deve ser feito. Certo. Mas as estórias que contamos nesta edição obrigam a sociedade a refletir sobre o papel revolucionário do enfermeiro.

 

Por esta hora já deve haver por aí quem trema com a palavra. Revolucionário, sim. Conhecem maior revolução do que acender a luz numa vida mergulhada na escuridão? Os enfermeiros que vivem nestas páginas enterraram os estigmas. Já não há mais “sidoso”, “drogado” ou “maluquinho”. Existe gente a precisar de cuidados de saúde, conforto e segurança. Foi por isso que decidimos abordar estes temas logo na segunda edição na nova “Cuida”. Os enfermeiros portugueses não estão apenas onde não está mais ninguém. Eles estão, tantas vezes, onde ninguém quer estar. Não viram as costas, não julgam, não existe espaço para juízos de valor quando aquilo que juramos está jurado: “Defender a liberdade e a dignidade da pessoa humana”. É isto que peço todos os dias aos enfermeiros que tenho a honra de representar. É também isso que peço à sociedade, que olhe para os enfermeiros como pilares fundamentais da coesão social, instrumentos fundamentais no combate às desigualdades. A reportagem que fizemos mostra que são os enfermeiros quem dá o laço nas pontas soltas, nas franjas de uma sociedade que parece correr cada vez mais depressa.

Ao enfermeiro exige-se saber, dedicação, mas também responsabilidade e respeito pelo espaço do outro. Ser tudo isto, e muito mais, num país onde faltam 30 mil enfermeiros, é óbvio que tem um preço. Nesta edição apresentamos uma das facturas. Um estudo da Universidade do Minho concluiu que a esmagadora maioria dos profissionais trabalha sob stress. Mais: um quinto dos enfermeiros portugueses revela “exaustão profissional”. É urgente cuidar dos enfermeiros. É urgente cuidar de quem cuida."

Longo caminho para a felicidade!

"-Ainda tenho o velho sonho, de volta à casa em Orlando. Consigo ouvir todos os que mais amei neste mundo. Quero chegar até eles... tocar-lhes... Mas eles desapareceram. Pai (relembra Madiba).
- Madiba, está pronto? (para a sua tomada de posse)
-Agora são estes os meus carcereiros (brinca com os seus seguranças, falando com a comunicação social).
- É um dia de orgulho, Sr. Mandela (fala a multidão).
- Sabe bem (constata Madiba).

- Percorri um longo caminho para a liberdade. Tem sido uma estrada solitária, e ainda não chegou ao fim. Sei que o meu país, não foi criado para ser uma nação de ódio. Ninguém nasce para odiar o outro, por causa da cor da pele. As pessoas aprendem a odiar. Também podem ser ensinadas a amar. Pois o amor é algo natural, para o coração humano."

NELSON MANDELA - Longo caminho para a felicidade!

Apenas um filme, apenas uma autobiografia, apenas uma vida, apenas uma visão, apenas uma lição... será?!?

Independentemente dos contornos completamente reais da história, o importante é a ESSÊNCIA, a MENSAGEM, a LIÇÃO... aquilo que daqui tiramos, usamos para nos tornarmos melhores, para colaborarmos para uma VIDA melhor, um MUNDO melhor!!

Todos, facilmente, sabemos dizer, MAS, MAS, MAS, em vez de facilmente lutarmos por dizer, É ISSO, VAMOS A ISSO, É AGORA, É SEMPRE, todos os dias, a luta pela PAZ, pela VIDA, pelo AMOR, por um mundo UNIDO!
MAS, somos PREGUIÇOSOS, COMODISTAS, MAUS, CORRUPTOS, EGOISTAS, FALSOS... é este o caminho FÁCIL do MAS, MAS, MAS...

Não falo apenas de questões raciais, mas todas as outras questões que nos levam ao ABISMO! A FALTA DE RESPEITO PELO OUTRO! Algo que todos sabemos pouco, o que quer dizer RESPEITO, a dimensão da PALAVRA RESPEITO! Mas algo que todos nós deviamos estudar e saber na ponta da língua.

Este filme retrata a LUTA (PACÍFICA vs MALÉFICA), os resultados dos contraditórios caminhos. o RECONHECIMENTO da Luta Pacífica; Uma Verdadeira POLÍTICA, a ÚNICA que ACREDITO.

... Apenas uma visão, uma opinião, ... ou algo mais?!?

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